
A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta sexta-feira (19), que o senador Romário (PL-RJ) pague R$ 2 milhões por fraude à execução. A decisão foi proferida pela juíza Simone Frota, que também converteu a pena de seis meses de detenção em multa. O processo foi movido pela empresa Koncretize, e ainda cabe recurso.
De acordo com a sentença, o ex-jogador de futebol teria transferido bens a terceiros mesmo sabendo da existência de uma cobrança judicial em andamento, com a intenção de frustrar o processo e evitar o pagamento da dívida. Para a magistrada, ficou evidente a tentativa de ocultação de patrimônio.
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“Não se trata de simples doação, mas de ato consciente e intencional para burlar a efetividade do processo executivo”, registrou Frota no documento.
O texto da decisão também relembra um episódio de 2019 envolvendo o Vasco da Gama. Na ocasião, Romário teria tentado impedir que uma cessão de R$ 15 milhões, referente a honorários pagos pelo clube, fosse utilizada para quitar débitos com a mesma empresa credora. A Justiça considerou que a conduta reforçava um padrão de má-fé na gestão de seus bens.
Para o Judiciário, essa movimentação representou mais uma tentativa de manobra patrimonial, com o objetivo de manter valores fora do alcance da execução judicial.
Atualmente, Romário continua exercendo o mandato de senador pelo Estado do Rio de Janeiro. Até o momento, sua defesa não se manifestou publicamente sobre a condenação.




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