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Os Estados Unidos enfrentam nesta terça-feira (30) a possibilidade de um “shutdown”, ou seja, a paralisação parcial de serviços do governo federal. Isso acontece quando o Congresso não consegue aprovar o orçamento do país dentro do prazo — no caso, antes do início do novo ano fiscal, que começa em 1º de outubro.

Se não houver acordo, diversos órgãos públicos ficarão sem recursos para operar. Isso significa que centenas de milhares de servidores federais podem ser afastados ou seguir trabalhando sem receber até que a situação seja resolvida.

Em todo caso serviços considerados essenciais, como segurança pública e atividades que protegem vidas e propriedades, continuam normalmente. O Departamento de Estado, por exemplo, já informou que manterá menos da metade de seus funcionários em atividade, mas seguirá emitindo passaportes e vistos.

Já a Receita Federal norte-americana anunciou que todos os seus 74,5 mil servidores seguirão trabalhando mesmo em caso de paralisação. Porém, como acontece com outros setores, o pagamento pode ser atrasado.

Impactos imediatos

Além dos trabalhadores, a economia também sente os efeitos. Companhias aéreas alertam que o atraso no processamento de serviços e a redução de pessoal podem afetar voos.

Outro problema será a divulgação de dados oficiais. O Departamento de Trabalho informou que não conseguirá publicar o relatório mensal de empregos de setembro, documento essencial para o mercado financeiro e para o Federal Reserve (o Banco Central dos EUA) decidir se corta ou mantém os juros.

O temor é de que um impasse longo prejudique ainda mais a economia. A última vez que os EUA viveram um shutdown prolongado foi em 2019, durante o primeiro mandato de Donald Trump. Na época, a paralisação durou cinco semanas e causou uma perda estimada de US$ 3 bilhões no crescimento econômico.

O bloqueio acontece porque democratas e republicanos não chegam a um acordo sobre os gastos do governo. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que as propostas republicanas não incluíram a participação de sua bancada e que as diferenças “ainda são muito grandes”.

Já o presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, disse que Trump está negociando “de boa fé” e sugeriu uma extensão temporária para manter o governo funcionando. Líderes do partido defendem votar uma proposta que estende o financiamento por sete semanas, enquanto um acordo mais amplo não sai do papel.

O vice-presidente JD Vance já admitiu publicamente que a paralisação pode, sim, acontecer.

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2 respostas a “Possível Shutdown nos EUA ameaça parar governo Trump”

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