
O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, no fim da tarde desta segunda-feira (29/9). O artista estava preso há mais de 60 dias, desde 22 de julho, e foi beneficiado por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A soltura ocorreu após o ministro Joel Ilan Paciornik revogar a prisão preventiva do músico, em despacho assinado na última sexta-feira (26/9). O pedido havia sido feito pela defesa de Oruam, representada pelo advogado Gustavo Mascarenhas.
No documento, o magistrado destacou que não havia elementos que comprovassem a “periculosidade” do artista, condição considerada essencial para manter a prisão preventiva. “A jurisprudência desta Corte repudia a manutenção da prisão preventiva com base em fundamentação genérica ou meras ilações, sendo necessária a demonstração de periculosidade concreta e contemporânea, o que não se verifica neste caso”, afirmou o ministro.
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Paciornik também observou que o rapper é réu primário e que se apresentou voluntariamente à polícia após a expedição do mandado de prisão. Segundo ele, a Justiça do Rio utilizou argumentos frágeis ao justificar risco de fuga ou de repetição de crimes.
Oruam havia sido preso depois de uma operação da Polícia Civil realizada em sua residência, no bairro Joá, também na Zona Oeste. O caso terminou em confusão entre o artista e agentes, o que levou ao indiciamento por sete crimes: tráfico de drogas, associação para o tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal.










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