
A OpenAI anunciou nesta segunda-feira (29) a implementação de controles parentais no ChatGPT, tanto na versão web quanto em dispositivos móveis. A medida surge após um processo judicial movido nos Estados Unidos por pais de um adolescente que tirou a própria vida, alegando que o chatbot teria fornecido orientações sobre automutilação.
De acordo com a empresa, os novos recursos permitem que contas de adolescentes sejam vinculadas às de seus responsáveis, oferecendo maior proteção durante o uso da ferramenta. Entre as funções disponíveis, os pais poderão restringir o acesso a conteúdos sensíveis, definir períodos de silêncio — nos quais o ChatGPT ficará bloqueado — e limitar recursos como voz, geração e edição de imagens.
A OpenAI ressaltou que os responsáveis não terão acesso direto às transcrições das conversas. No entanto, em situações raras em que forem identificados sinais de risco grave à segurança, os pais poderão ser notificados com informações essenciais para auxiliar na proteção do adolescente.
Outro ponto anunciado é que os responsáveis terão autonomia para decidir se as interações poderão ser utilizadas no treinamento dos modelos de inteligência artificial da companhia.
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A decisão acontece em um momento de crescente pressão regulatória sobre empresas de tecnologia nos EUA. Em agosto, a Reuters revelou que sistemas de IA da Meta chegaram a permitir diálogos de teor sexual entre bots e crianças. Como resposta, a companhia também anunciou recentemente novas salvaguardas, incluindo bloqueios para conversas sobre relacionamentos, automutilação e suicídio com menores de idade.
A OpenAI, que tem apoio da Microsoft, afirmou que as mudanças buscam oferecer um ambiente mais seguro para adolescentes, em meio ao avanço da presença da inteligência artificial no dia a dia.
⚠️ Caso você esteja enfrentando pensamentos de suicídio, busque ajuda especializada. O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio 24 horas pelo telefone 188, além de atendimento por chat, e-mail e presencialmente em mais de 120 postos em todo o Brasil. Também é possível procurar os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade.




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