Divulgação:Câmara dos deputados

O caso se insere no âmbito da Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) em Minas Gerais.

A operação investiga fraudes, corrupção e pagamento de propinas em troca de licenças ambientais. Envolve empresários, servidores públicos, licenças fraudulentas, além de danos ao meio ambiente.

Também foi apurado que existe uma rede de empresas usada para ocultar operações, lavagem de dinheiro, além de possíveis impactos ambientais graves como erosões, desabamentos e ameaça a espécies locais.

A deputada Duda Salabert tem feito várias acusações, entre elas:

Ligação de lobistas e políticos
Duda denuncia que um dos alvos da Operação Rejeito, Gilberto Carvalho, seria lobista com ligações próximas ao PL (Partido Liberal), inclusive próximos a deputados como Nikolas Ferreira (PL) e Bruno Engler (PL). Segundo ela, Carvalho tinha trabalhado em campanha de Bruno Engler.
Ela está pedindo a criação de uma CPI “da Máfia da Mineração” para investigar as possíveis práticas de corrupção, facilitismo de crimes ambientais, concessões irregulares, etc.

Valores e dimensão do esquema

Há mandados de prisão preventiva de vários envolvidos, buscas e apreensões.

Bloqueio de ativos estimado em R$ 1,5 bilhão.

O grupo investigado teria dominado projetos com valor superior a R$ 18 bilhões.

Participação de órgãos e agentes públicos
As permissões ou licenças ambientais fraudulentas teriam sido concedidas com conivência ou corrupção em órgãos como a ANM (Agência Nacional de Mineração), FEAM, IEF, SEMAD-MG, entre outros.

Veja:

Se confirmadas, essas denúncias indicam um esquema de larga escala, não só de corrupção, mas também de graves impactos ambientais, com implicações sociais e econômicas significativas para Minas Gerais.

A CPI proposta por Duda poderia trazer transparência, permitir o acesso a documentos, depoimentos, responsabilização de envolvidos e eventuais reformas no funcionamento dos órgãos de licenciamento ambiental e de mineração.

A denúncia também tem forte apelo político, pois associa agentes ligados ao PL, implicando oposição e repercussão nacional.

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