A Polícia Federal incluiu oficialmente o pastor Silas Malafaia no inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado no Brasil. Segundo informações do g1, o procedimento também envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo.
Aberto em maio deste ano, o inquérito apura possíveis ações voltadas a interferir no funcionamento do Poder Judiciário, como pressão junto a autoridades dos Estados Unidos para que fossem aplicadas sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades brasileiras.
No caso de Malafaia, a PF investiga os crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Em um vídeo divulgado nesta quinta-feira (14), o pastor voltou a defender o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, além de dizer que o magistrado deveria ser julgado e preso.
À CBN, Malafaia afirmou não ter conhecimento da investigação e declarou não temer a atuação da Polícia Federal. Ele negou contato com autoridades norte-americanas, ressaltando que sequer fala inglês, e voltou a fazer críticas a Moraes:
“Estamos a caminho da Venezuela. Isso é uma afronta, é um absurdo. Desde 2022, em mais de 50 vídeos eu venho denunciando os crimes do ditador da toga Alexandre de Moraes. Não tenho medo dessa Polícia Federal. Respeito a Polícia Federal séria, que é uma instituição que honra os brasileiros. Mas não essa daí, que está a serviço de Alexandre de Moraes. Eu não tenho medo deles”, declarou.




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