O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), após a parlamentar deixar o Brasil. Condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Zambelli teve seus passaportes, incluindo o diplomático, bloqueados.
Além disso, Moraes determinou a suspensão do salário da parlamentar e estipulou uma multa diária de R$ 50 mil caso ela continue fazendo publicações nas redes sociais. A decisão ocorre no contexto do processo em que Zambelli é acusada de auxiliar um hacker a invadir o sistema de mandados judiciais do CNJ.
Deputada é incluída na lista vermelha da Interpol
Na última quinta-feira (5), a deputada foi oficialmente incluída na lista de difusão vermelha da Interpol, conforme divulgado pela Folha de S.Paulo e confirmado pela BBC News Brasil com uma fonte em caráter reservado.
Essa lista funciona como um alerta internacional, orientando as polícias dos 196 países-membros da Interpol sobre a busca e possível prisão de foragidos condenados por crimes graves, como fraudes e invasões de sistemas.
A inclusão de Zambelli na lista ocorreu um dia após a decisão de Moraes. No entanto, a presença no cadastro da Interpol não garante prisão imediata, pois depende da colaboração e da legislação do país em que ela estiver. Segundo especialistas, primeiro é necessário identificar o paradeiro exato da parlamentar, para que o governo brasileiro possa formalizar o pedido de prisão e extradição.
Destino incerto e alegações de cidadania italiana
Zambelli está atualmente fora do Brasil. Inicialmente, ela declarou que viajaria para a Itália, onde afirma possuir cidadania italiana, o que, segundo ela, poderia impedir sua extradição. No entanto, surgiram relatos de que a deputada estaria, na verdade, nos Estados Unidos. Seu paradeiro exato segue incerto.
Em declarações públicas, a parlamentar classificou a decisão do STF como inconstitucional e afirmou que recorrerá da medida. Ela também segue contestando a legalidade da sua condenação e da ordem de prisão preventiva.




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