Reprodução:Instagram

O empresário William Pimenta Gusmão, irmão da influenciadora Virginia Fonseca, voltou a falar publicamente sobre o processo em que foi condenado por importunação sexual pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). Em vídeos publicados nas redes sociais na última quinta-feira (9), ele negou ter cometido qualquer ato contra a empreendedora Lilly Martins e afirmou que pretende continuar recorrendo da decisão.

O caso teve origem em um episódio ocorrido durante uma festa realizada na cidade de Jussara (GO), em abril de 2023. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás, Lilly Martins relatou que pediu para tirar uma foto com William e, durante o registro, ele teria colocado a mão por dentro de sua calça e apalpado suas nádegas sem consentimento. A empresária também afirmou que, mais tarde, já no estacionamento do evento, o empresário voltou a praticar ato semelhante.

Em primeira instância, William foi absolvido por falta de provas. No entanto, após recurso, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás reformou a decisão e, por unanimidade, condenou o empresário por um dos episódios denunciados, absolvendo-o da segunda acusação. A pena foi fixada em um ano de reclusão, em regime aberto, posteriormente substituída por prestação de serviços à comunidade. A defesa informou que recorrerá aos tribunais superiores, alegando que a decisão ainda não é definitiva.

Ao comentar o caso, William afirmou ser inocente e disse que jamais tocou a denunciante de forma inadequada.

“Nunca vai existir uma mão minha na bunda dela, porque eu nunca encostei nela dessa forma”, declarou.

Segundo sua versão, Lilly Martins pediu três fotos durante a festa e, em todas elas, ele teria mantido apenas as mãos em suas costas. O empresário afirmou que, após os registros, a mulher teria retornado acompanhada de outra pessoa que estaria filmando a situação e passado a insultar sua mãe e sua irmã.

William também contou que, em outros momentos da festa, a denunciante teria tentado se aproximar fisicamente dele, inclusive tentando um beijo e um abraço. Ele disse que manteve os braços abertos justamente para evitar qualquer contato.

“Percebi que ela queria alguma reação minha. Preferi me afastar porque achei que ela estava mal-intencionada”, afirmou.

O empresário ainda questionou o comportamento da denunciante após o episódio. Na avaliação dele, uma vítima de importunação sexual buscaria ajuda imediatamente junto aos seguranças do evento.

“A pessoa que sofre uma importunação sexual normalmente procura um segurança ou denuncia na hora. Ela estava preocupada em gravar. O importunado fui eu”, declarou.

Após a condenação, Lilly Martins também se manifestou publicamente. A empresária afirmou que enfrentou três anos de desgaste emocional desde o início do processo e disse que a decisão do Tribunal representa o reconhecimento daquilo que relatou às autoridades desde 2023. Apesar disso, demonstrou insatisfação com a pena aplicada, considerando-a branda diante do caso.

Em nota enviada à imprensa, os advogados de William Gusmão reiteraram que discordam da condenação, sustentam que houve ausência de provas suficientes e ressaltam que tanto o Ministério Público quanto o parecer do procurador de Justiça foram favoráveis à absolvição do empresário. A defesa informou que apresentará novos recursos dentro das possibilidades previstas na legislação, mantendo a posição de que William é inocente das acusações.

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