
O perfil oficial do deputado estadual Lucas Diez Bove (PL-SP) foi removido do Instagram nesta terça-feira (30). A medida ocorre poucos dias após o parlamentar ter sido indiciado pela Polícia Civil de São Paulo por crimes de perseguição e violência psicológica contra sua ex-esposa, a influenciadora digital Cíntia Chagas.
A rede social não informou publicamente os motivos da exclusão da conta, mas a ação acontece em meio ao avanço das investigações e à repercussão do caso. O indiciamento, concluído em 15 de setembro pela 3ª Delegacia de Defesa da Mulher, aponta que Bove submeteu Cíntia a ameaças, chantagens e tentativas de controlar sua carreira.
O relatório policial reuniu mensagens, depoimentos de testemunhas e registros de ligações que teriam sido feitas até mesmo a partir de números ligados à Assembleia Legislativa. O documento concluiu que o deputado praticou os crimes previstos na Lei Maria da Penha.
Disputa judicial paralela
Além do inquérito, Bove havia obtido uma medida cautelar que proibia a ex-esposa de se manifestar sobre o caso em redes sociais. Na semana passada, porém, o Ministério Público de São Paulo recomendou que essa restrição fosse derrubada, alegando que ela carece de base legal e poderia configurar “violência institucional”.
Com mais de 7,6 milhões de seguidores, Cíntia Chagas tem se tornado uma voz ativa contra a violência de gênero, enquanto o caso repercute nas redes sociais e pressiona instituições políticas.
Defesa nega acusações
A defesa do parlamentar afirma que ele é alvo de falsas acusações e que Cíntia estaria descumprindo ordens judiciais ao falar publicamente sobre o processo, que tramita sob segredo de Justiça.
Contexto político
O episódio agrava a crise de imagem do deputado, que em agosto já havia visto o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa arquivar uma denúncia contra ele por quebra de decoro. Agora, com o banimento de sua página no Instagram, a visibilidade do caso ganha ainda mais força no ambiente digital.




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